quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Contatos


Colaborem com sugestões, opiniões, críticas, textos, resenhas, materiais, etc., Contatos: nelcarloaldegheri@gmail.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Anarquismo Sem Adjetivos


"Não existem formas superiores de luta. A revolta precisa de tudo: papéis e livros, armas e explosivos ... A única questão que interessa é como combiná-los".


Se nós nunca nos chamamos de anarquistas insurrecionalistas, não é porque não queremos a insurreição, mas porque o nosso próprio temperamento nos predispõe a um anarquismo sem adjetivos. O mais importante é lutar pela liberdade e contra a hierarquia; nós imaginamos que isso vai exigir diferentes abordagens em diferentes situações, e que estas abordagens podem precisar uma das outras para ter sucesso. Nós somos anarco-sindicalistas no chão das fábricas, anarquistas verdes nas florestas, anarquistas sociais em nossas comunidades, anarquistas individualistas quando nos flagramos sozinhos, anarco-comunistas quando há algo para compartilhar, anarquistas insurrecionalistas quando acendemos um explosivo.
O anarquismo sem adjetivos não só se recusa a priorizar uma única abordagem sobre as outras, mas enfatiza a importância de cada aspecto do anarquismo à seus supostos opositores. O motim precisa da venda de alimentos para que possa voltar a acontecer, o incêndio criminoso precisa da campanha pública para ser compreendido, o assalto à supermercados precisa de uma rede de distribuição entre a comunidade para que se possa distribuir as mercadorias.
Todas as dicotomias são falsas dicotomias, até certo ponto, mascarando não só os pontos em comum entre as abordagens, mas também as outras dicotomias que se poderia experimentar em seu lugar. Observando de perto, o insurrecionalismo parece depender tanto da "construção da comunidade" quanto do "anarquismo enquanto estilo de vida" estarem virtualmente indistinguíveis na prática, para que ele possa ser bem sucedido. Se retirarmos esta distinção particular, que outras distinções podem surgir no seu lugar ?
Tudo isso não significa que os anarquistas individualistas não podem se concentrar em suas competências e estratégias preferenciais - simplesmente porque é um erro estabelecer as preferências pessoais de alguém como sendo universais. No final, como sempre, tudo isso se resume a uma questão de quais problemas você quer lutar, com quais obstáculos você se sente com mais predisposição para superar. Você prefere lutar contra hierarquias invisíveis em redes informais, ou desafiar a inércia estupidificante das organizações formais ? Você prefere o risco de agir precipitadamente, ou não agir por completo ? O que é mais importante para você, segurança ou visibilidade - qual delas você acha que vai mantê-lo mais seguro a longo prazo?
Não podemos dizer para ninguém quais problemas escolher. Só podemos fazer o nosso melhor para ressaltá-los. Boa sorte em suas insurreições - talvez elas possam se cruzar com a nossa.

Autoria: Coletivo Crimethinc (EUA). Fonte: Revista Rolling Thunder (Chapel Hill - EUA), número 8, outono de 2009.

domingo, 15 de janeiro de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

2011 vai se encerrando! Ano com lutas, conquistas, derrotas, mas nunca nos abatemos. Desistir nunca, render-se jamais! O capital caminha devastando espaços, vidas, esperanças e sonhos! Mas nós anarquistas não nos curvamos a esse monstro, e deixemos 2011 e iniciemos 2012, trazendo na memória nossas conquistas e perspectivas libertárias que nos vem acompanhando durante a história. E que 2012, seja para todos nós um ano de Lutas, Saúde & Anarquia!

10.12.2011 - 2º Sessão Cinema & Anarquia!

No último dia 10 de dezembro, ocorreu na Cinemateca de Santos mais uma sessão Cinema & Anarquia, organizada pelo Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri. Desta vez houve a exibição dos curtas-documentários “Escolas Modernas: educação libertária na São Paulo do Início do século” e “O sonho não acabou: teatro libertário no Brasil”. Após a exibição destes pequenos filmes, houve uma palestra sobre “Pedagogia libertária”, sua trajetória histórica e sua atualidade apresentada pelo companheiro Zorel, que em solidariedade ao Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e visando a possibilidade da propagação dos ideais ácratas, partiu de Sorocaba, desceu a serra e nos presenteou com uma bela oratória, apresentando as propostas pedagógicas desde Charles Fourier e Proudhon, passando por Tolstoi e sua experiência de Iasnaia Poliana, na Rússia, a Escola Moderna de Barcelona, de Francisco Ferrer, e as escolas anarquistas no Brasil nas primeiras décadas do século XX. Não se esqueceu de falar sobre as possibilidades de práticas anarquistas pedagógicas na nossa atualidade além de falar sobre as escolas anarquistas na África.
Houve uma presença marcante de público, que assistiram aos filmes e  apreciaram à palestra, tendo participado do debate, após o encerramento da fala do companheiro Zorel, questionando, apresentando experiências, perguntas e palavras que somaram com a atividade.

Para o próximo ano, daremos sequência junto com a cinemateca de Santos a sessão Cinema & Anarquia, além de outras atividades que estão em nossos planos.     

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entrevista na Rádio da Juventude (São Vicente)


Visando estreitar os laços de companheirismo e solidariedade nas lutas sociais, membros do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri, estiveram visitando os companheiros da Rádio da Juventude, na cidade de São Vicente, onde ocorreu uma rápida entrevista.

http://www.ustream.tv/recorded/18625039